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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Ela é um monstro, diz marido de professora suspeita de pedofilia

A polícia investiga se o advogado de 63 anos e a professora de 39 anos, suspeitos de aliciarem crianças para abuso sexual em uma creche em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, fizeram outras vítimas além das que aparecem em imagens apreendidas pelas polícias.
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Os dois suspeitos aparecem em fotos e vídeos.
Segundo os investigadores, uma das vítimas do advogado foi a enteada da professora. O marido dela desabafou na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, no Centro do Rio, nesta quinta-feira (28).
Na época, a enteada da professora, hoje com 17 anos, tinha apenas 9. "Ela é um monstro. Meu mundo caiu. Ela deve ser banida da sociedade. Deve ficar guardada para o resto da vida. Não consigo olhar para a cara dela", desabafou o pai da adolescente, que está se divorciando da mulher.
Ele afirmou que só soube das suspeitas de abusos pela polícia. Além da menina que, segundo policiais, foi vítima de abusos, ele e a professora tem um filho de 7 anos. "Ela sempre destratou ela e os meus outros três filhos do primeiro casamento", afirmou.
Aliciamento na creche
A dona da creche também compareceu à delegacia para prestar depoimento.
"Estou me sentindo arrasada. Eu confiava nela, conhecia ela desde criança. Ela é minha vizinha de bairro. Os pais dela acolheram minha família, minha mãe com três filhos pequenos, quando nossa casa foi a leilão. Eu a empregava há dois meses, por gratidão à família dela. Nunca desconfiei de nada. Ela era uma ótima professora. Nunca nem vi ela usando o celular na escola", disse Viviane Carvalho, dona da creche, que reconheceu as fotos de duas crianças, das 25 matriculadas na instituição que atende crianças de 1 a 4 anos de idade.
A delegada Cristiane Bento disse que vai ouvir os responsáveis pelas 25 crianças matriculadas na creche. Segundo ela, fotos, vídeos e mensagens em redes sociais trocadas entre a professora e o advogado não deixam dúvidas sobre o caso.
"Ela só admitiu o aliciamento de menina de 9 anos, em 2007. Ele negou tudo. Mas as provas são irrefutáveis. Em princípio, a creche e a dona do estabelecimento não têm nenhuma ligação com o caso", disse a delegada.
Cristiane disse que a professora recebeu dinheiro pelo aliciamento da primeira criança, mas disse não se lembrar da quantia. As mensagens trocadas entre os suspeitos mostram que a professora estava fazendo amizade com a mãe de uma criança de 4 anos para conseguir levar a menina para o advogado.
A professora e o advogado vão responder pelos crimes de estupro de vulnerável e de armazenamento de fotos pornográficas de crianças. A pena por esses crimes é de 20 anos de prisão.
Prisões na quarta-feira
O homem de 63 anos foi preso em flagrante por pedofilia, no Grajaú, Zona Norte do Rio, conforme mostrou o Jornal Nacional nesta quarta-feira (27). Cumprindo mandado de busca e apreensão, policiais da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) encontraram na casa fotos do homem com crianças.
Segundo a polícia, ele contava com o apoio da professora da creche em Duque de Caxias para praticar os crimes. Ele aliciava as crianças e as levava para motéis. A professora foi presa no final da tarde e teve a prisão temporária decretada pela Justiça.
Casado e pai de dois filhos, o advogado e contador usava as redes sociais para manter contato com a mulher, de acordo com informações da polícia.
Ela enviava fotos e vídeos das partes íntimas das crianças para o homem e, também pela internet, ajudava a marcar encontros dele com as vítimas.
Ainda de acordo com a polícia, a mulher aparece abusando de uma menina que aparenta ter 4 anos dentro da creche. No material apreendido na casa do advogado, os policiais encontraram fotografias de 2007 que mostram ele e a professora abusando de outra menina.
A delegada Cristiana Bento, titular da Dcav, disse que os crimes ocorriam desde 2007. "Ela era professora e se utilizava desse seu ofício para aliciar as crianças e oferecer a esse advogado. Temos várias imagens dela enviando foto das crianças dentro da creche para o advogado", explicou
Na delegacia, os dois negaram as acusações. Para o Jornal Nacional a mulher negou ser aliciadora, mas ao ser perguntada sobre fotos em que aparecia com crianças nuas ela disse que foi uma única vez. "Crianças, não, uma única criança, só, foi uma única vez", disse.

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