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08 julho 2016
05 julho 2016
CASO ELIZA SAMUDIO: Apenado, irmão do ex-goleiro Bruno, diz saber o paradeiro do corpo de Eliza Samúdio

O delegado Cadena Júnior, titular da Polinter, informou que a Polícia Civil do Rio de Janeiro enviou carta precatória para que a Polícia Interestadual do Piauí cumpra diligências no Estado em relação ao caso da ex-namorada do goleiro Bruno, Eliza Samúdio.
A Polinter é uma delegacia interestadual e cumprimos precatórias do país inteiro", resumiu Cadena Júnior. No entanto, a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Segurança Pública, informou ao Cidadeverde.com, que em depoimento à polícia o irmão do ex-goleiro do Flamengo contou que sabe onde foi enterrado os restos mortais de Eliza.
Rodrigo está preso desde setembro de 2015, no centro de detenção provisória de Altos, após cumprimento de mandado de prisão preventiva, por crime de estupro. De acordo com a delegada Alexandra Santos, titular da delegacia da mulher da zona Sudeste, somente no distrito ele responde a quatro processos por violência sexual.
Leia mais no cidade verde
A Polinter é uma delegacia interestadual e cumprimos precatórias do país inteiro", resumiu Cadena Júnior. No entanto, a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Segurança Pública, informou ao Cidadeverde.com, que em depoimento à polícia o irmão do ex-goleiro do Flamengo contou que sabe onde foi enterrado os restos mortais de Eliza.
Rodrigo está preso desde setembro de 2015, no centro de detenção provisória de Altos, após cumprimento de mandado de prisão preventiva, por crime de estupro. De acordo com a delegada Alexandra Santos, titular da delegacia da mulher da zona Sudeste, somente no distrito ele responde a quatro processos por violência sexual.
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31 julho 2014
GARI ENCONTRA OSSADA HUMANA;ACHA QUE SEJA DE ELIZA SAMUDIO
Os ossos foram localizados por acaso por um funcionário de uma empresa de coleta de lixo na região e encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte.
De acordo com a polícia, ainda não é possível saber se os restos são do corpo de uma mulher, mas a corporação ainda não descarta que sejam de Eliza e aguarda o resultado do laudo.
A ossada foi achada pelo servente Reinaldo da Sagrada Família, 37, que trabalha há cinco anos como coletor de lixo na empresa Locavia, no entorno do aeroporto.

Segundo o funcionário, os ossos estavam espalhados por aproximadamente 3 m, próximo a uma pequena árvore localizada dentro de um terreno pertencente à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O corpo estava a pouco mais de 1 km do terminal de embarque de passageiros do aeroporto, no início da antiga estrada de acesso ao município de Confins, atualmente desativada. Na semana passada, Jorge Rosa havia dito que o corpo de Eliza tinha sido enterrado em uma mata próxima ao aeroporto. Por acaso O servente Reinaldo contou que tinha ido verificar o nível da água em uma nascente quando avistou um crânio e vários ossos humanos espalhados por cima da terra. “Fiquei tremendo de medo com o susto que levei e subi o barranco correndo”, disse à reportagem de O TEMPO. Segundo ele, os colegas foram até o local e acionaram a Polícia Militar, que esteve no terreno junto com peritos da Polícia Civil. “Acho que esses ossos já estavam aí havia muito tempo, e a água que escorre aqui quando chove espalhou tudo”, sugeriu Reinaldo.
De acordo com a polícia, ainda não é possível saber se os restos são do corpo de uma mulher, mas a corporação ainda não descarta que sejam de Eliza e aguarda o resultado do laudo.
A ossada foi achada pelo servente Reinaldo da Sagrada Família, 37, que trabalha há cinco anos como coletor de lixo na empresa Locavia, no entorno do aeroporto.

Segundo o funcionário, os ossos estavam espalhados por aproximadamente 3 m, próximo a uma pequena árvore localizada dentro de um terreno pertencente à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O corpo estava a pouco mais de 1 km do terminal de embarque de passageiros do aeroporto, no início da antiga estrada de acesso ao município de Confins, atualmente desativada. Na semana passada, Jorge Rosa havia dito que o corpo de Eliza tinha sido enterrado em uma mata próxima ao aeroporto. Por acaso O servente Reinaldo contou que tinha ido verificar o nível da água em uma nascente quando avistou um crânio e vários ossos humanos espalhados por cima da terra. “Fiquei tremendo de medo com o susto que levei e subi o barranco correndo”, disse à reportagem de O TEMPO. Segundo ele, os colegas foram até o local e acionaram a Polícia Militar, que esteve no terreno junto com peritos da Polícia Civil. “Acho que esses ossos já estavam aí havia muito tempo, e a água que escorre aqui quando chove espalhou tudo”, sugeriu Reinaldo.
20 abril 2013
Prisão de jurada pode anular julgamento que condenou goleiro Bruno
A prisão de uma das juradas que integrou o conselho de sentença que condenou o Goleiro Bruno Fernandes a 22 anos e três meses de prisão pode provocar uma reviravolta no caso da morte da modelo Eliza Samudio. Segundo foi repassado ao advogado Tiago Lenoir, que defende Bruno e a ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues, a jurada foi detida no dia 5 de abril, após o recebimento de uma denúncia anônima pela polícia, dizendo que ela tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
Ao chegar ao bar onde a mulher (que não teve o nome revelado) trabalha, policiais encontram seis pinos de cocaína e uma lista de supostos usuários de drogas. A suspeita chegou a ser encaminhada para a delegacia, mas foi liberada, já que não houve flagrante. “Eu espero que a Polícia Civil investigue essa denúncia, pois ela é muito grave. Se a jurada realmente estava envolvida com o tráfico de drogas na época do crime, isso pode acarretar na nulidade absoluta do julgamento”, declarou Tiago Lenoir, que ficou sabendo do caso ontem.
“Eu recebi essa notícia com espanto. O que posso fazer agora é aguardar as investigações da polícia e do Ministério Público”, disse o advogado. Segundo a denúncia anônima, o bar era utilizado como ponto de venda de drogas. A polícia investiga se existe realmente um envolvimento da mulher com o comércio de cocaína.
No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo. O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.
06 abril 2013
Ossada encontrada em Nova Serrana pode ser de Eliza Samudio
A ossada foi encontrada em uma vala de aproximadamente 6 metros de profundidade, em um local de acesso difícil, que fica a 3 quilômetros da BR 262
Um exame de DNA que fica pronto na próxima semana vai confirmar se uma ossada encontrada no fim de janeiro em Nova Serrana, no Centro-Oeste do Estado, é da modelo Eliza Samúdio, desaparecida desde junho de 2010. A possibilidade foi levantada por um repórter do jornal "O Popular", de Nova Serrana, que suspeitou das características do corpo achado em uma vala, próximo a uma estrada vicinal, na zona rural da cidade, em 30 de janeiro.
O que mais chamou atenção do repórter foi que, na época do sumiço de Eliza, a ex-mulher de Macarrão, então grávida de 9 meses, morava em Alberto Isaacson, distrito de Martinho Campos, que fica próximo a Nova Serrana. Mas o caso só começou a ganhar a atenção da Polícia Civil na última segunda-feira, quando o delegado Rodrigo Noronha recebeu o laudo da perícia, com informações importantes sobre a ossada. Vários indícios levam a Polícia Civil de Minas Gerais a confiar em um desfecho para o caso. "A arcada dentária da vítima que encontramos era perfeita, bem cuidada. O que não parece em nada com as vítimas que costumamos encontrar na cidade. Além disso, a mulher tinha 1,70 metro, mesma altura de Eliza", diz o delegado.
08 março 2013
Ex-goleiro Bruno é condenado a 22 anos e de 3 meses de prisão por homícidio
Decisão foi tomada no começo da madrugada desta sexta-feira (08/3) pelo Júri popular
O ex-goleiro Bruno foi condenado a 22 e 3 meses anos por homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio. 17 anos da pena serão cumprido em regime fechado. A decisão foi tomada no começo da madrugada desta sexta-feira (08/3) pelo Júri popular, que estava reunido no Tribunal do Júri de Contagem.
"O crime contra a vida presente nestes autos ganhou muita repercurssão por ter a participação de um jogador de futebol e também pela ocultação do cadáver da vítima. (...) A sociedade de contagem reconheceu a participação do réu nesta trama diabólica. Agiu de forma dissimulada da sua real intenção", colocou a juíza na sentença.
A juíza também ressaltou que Bruno mostrou personalidade fria, violenta e dissimulada. "Bruno acreditou que, ao sumir com o corpo, a impunidade seria certa", apontou. A magistrada frisou que o réu não poderá recorrer da sentença em liberdade.
Apesar da confissão de Bruno, de que sabia da morte de Eliza Samúdio, a juíza não entendeu que o ex-goleiro mereceria o mesmo benefício dado a Macarrão. Bruno ganhou apenas 3 anos de benefício, vendo a pena original de 20 anos, ser reduzida para 17 anos.
De acordo com os defensores, Bruno, que já está preso há dois anos e oito meses, ficou decepcionado com a condenação, mas não chorou ao receber a notícia.
O advogado Lúcio Adolfo, principal defensor do ex-goleiro, disse que vai entrar com apelação contra a condenação do goleiro Bruno ainda nesta sexta-feira (8).
Absolvição
A ex-mulher do jogador, Dayanne Rodrigues, foi absolvida por 4 votos a 3 pelo cárcere e sequestro do bebê.. De acordo com o promotor, que durante o julgamento pediu a absolvição da moça, ela teria sido coagida a sequestrar o filho de Bruno com Eliza Samúdio. "A Dayanne foi absolvida do jeito que eu queria, reconheceram o sequestro, reconheceram a autoria. Mas o júri entendeu que a Dayanne foi coagida", disse. Dos réus, ela foi a única absolvido até agora no julgamento.
Sônia Moura, mãe de Eliza, disse que não aceita a absolvição da Dayanne. "Ela não merecia esse presente numa data como essa [o Dia Internacional da Mulher], mas nós vamos recorrer, assim que a juíza anunciar a sentença, a doutora Maria Lúcia vai entrar com recurso. Não aceito isso de jeito nenhum", afirmou.
Julgamento
Durante o dia de julgamento, a promotoria pedia pena máxima para Bruno e o acusava de ser o mandante do Crime. No entanto, a defesa do ex-goleiro alegava que ele, apesar de ter conhecimento do assassinato, não teria dado a ordem para que o crime acontecesse.
A sessão começou por volta das 9h dessa quinta-feira (07/3) e se estendeu ao longo de todo o dia, invadindo a madrugada desta sexta (08).
26 fevereiro 2013
Caso Eliza Samudio- Macarrão pretendia matar também filho de Eliza, diz primo de Bruno
Jorge Luiz Rosa, 19 anos, primo do goleiro Bruno de Souza, afirmou em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, pretendia matar, além de Eliza Samudio, o filho da modelo com o jogador. "Pelo Macarrão, a criança tinha morrido também. Dentro do carro, pegou e falou para mim que só não deixou, só não mandou matar a criança também, porque o cara que executou a mãe da criança não quis fazer nada com a criança. Falou que, com a criança, não. Não quis matar a criança", disse o jovem. Em meio a declarações contraditórias, o jovem inicialmente disse que Bruno não sabia do plano de Macarrão para matar sua ex-amante, mas, posteriormente, afirmou que o goleiro dificilmente estaria alheio às ações de seu amigo e braço direito. "Não tinha como não desconfiar. Estava debaixo do nariz dele. Com o Macarrão do jeito que gostava tanto dele, fazia qualquer coisa por ele, não desconfiar daquilo ali?", questionou.
Hoje em liberdade, Jorge cumpriu dois anos e dois meses de medida socioeducativa, já que era menor de 18 anos na época do crime. O jovem afirmou que Macarrão era "muito ciumento" em relação a Bruno. Na entrevista, Jorge relatou as agressões sofridas por Eliza no trajeto entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde a modelo esperava receber R$ 30 mil de Bruno, como ajuda de custos com o filho. "No meio do caminho, os dois começaram a discutir. O Macarrão pegou e chamou ela de vagabunda. Ela pegou e chamou o Macarrão de corno. Nisso, o Macarrão pegou e deu um soco nela e ele dirigindo. Eu peguei e falei: 'não, só falta bater o carro'. Aí eu peguei e já fui para cima dela", disse Jorge, relatando que a modelo sofreu diversas escoriações e ficou com hematomas pelo corpo.
O primo de Bruno também acusou Macarrão de oferecer dinheiro para matar a atual mulher do jogador, Ingrid Guimarães. "Ele (Macarrão) chegou e perguntou se eu queria ganhar R$ 15 mil. Ele falou: 'você tem que matar a Ingrid'. Eu falei: 'só isso?'", relatou. "Eu falei: 'mas por que você quer que eu mate ela?'. Ele pegou e falou assim: 'porque ela não faz bem para o Bruno'", completou o jovem.
Portal Terra
19 fevereiro 2013
filho do goleiro Bruno presenciou execução de Eliza e já manifesta traumas, diz psicólogo
A desconfiança surgiu durante sessões de terapia, quando o garoto responde a alguns testes adequados para sua faixa etária – ele completou três anos no último domingo (10). A advogada Maria Lúcia Borges reforça a suspeita.
— Há a certeza de que Bruno presenciou esse crime brutal. Por conta do que vem sendo analisado nas sessões, ele tem verbalizado tudo aquilo que aconteceu durante os testes. Com base nas reações dele, e depoimentos dos envolvidos, é possível dizer que ele esteve naquele lugar epresenciou a execução da mãe.
O acompanhamento psicológico, nesse sentido, serve para ajudá-lo a estruturar as emoções.
— Ele é muito ativo, é nítido como guarda lembranças. Um dia vai colocar isso para fora e, se não tiver um suporte, pode reagir de forma negativa. Por isso o tratamento é importante.
Uma criança de quatro meses que testemunha um crime brutal pode guardar memórias da situação. É o que explica a doutora em psicologia e professora da UFMG Cassandra Pereira França.
— Ficam marcas no aparelho psíquico da criança, isso fica registrado. O indivíduo dá significado a isso durante o período de amadurecimento. Pode ser durante a infância, quando domina a fala, ou ao longo da vida, na adolescência, na vida adulta. É um assunto muito amplo, existe inclusive a possibilidade de não se manifestar.
Para Maria Lúcia, o contato entre Sônia e Bruno acaba fornecendo um suporte afetivo para ambos, por conta do histórico de agressão familiar.
— Eles começam a ter referência familiar agora, já que a vida pregressa foi complicada. O pai da criança está preso por participação nesse crime. O avô materno sumiu no mundo, é suspeito de pedofilia. A avó materna apanhou a vida toda
24 novembro 2012
Promotor diz que Bruno não 'escapa' de condenação por morte de Eliza
A ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes de Castro, foi condenada a cinco anos de prisão em regime aberto, pelos crimes de sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela, Bruno Samudio. Wagner se disse “feliz com a decisão”. “O resultado foi conforme eu esperava”, disse o promotor Henry Castro. Segundo ele, entretanto, não houve vitória, porque há uma pessoa morta.
Perguntando sobre o que vai acontecer com o goleiro Bruno, que também é reu pelo desaparecimento e morte de Eliza, o promotor respondeu que “se Macarrão pegou 20 anos pelo homicídio, é claro que a [sentença] do Bruno tem que começar por aí”. Bruno vai ser julgado pelo júri popular em Contagem no dia 4 de março de 2013, junto com outros dois réus: Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Dayanne Rodrigues, ex-mulher do atleta.
De acordo com o promotor, com a condenação de Macarrão, a Justiça reconhece a morte de Eliza. O corpo dela nunca foi encontrado. “A Justiça reconhece que Eliza foi morta em 10 de junho de 2010, uma vez que a sentença seja transitada em julgado”, disse o promotor. Ele ainda confirmou que não pretende recorrer das penas imputadas pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues aos réus. “A Promotoria não vai recorrer da pena porque entende que houve justiça na dosagem da pena”, completou.
Macarrão é condenado a 15 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio
Macarrão respondia pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Pelo primeiro, ele recebeu a sentença de 20 anos, tendo a e pena reduzida para 12 anos, em razões de atenuantes. As penas por sequestro e cárcere privado equivalem a 3 anos. Macarrão foi inocentado da ocultação de cadáver.
A condenação aconteceu após a decisão da maioria dos jurados. A sentença foi lida pela juíza, Marixa Fabiane Lopes, pouco depois da meia- noite após uma hora e 40 minutos de deliberação do júri neste quinto dia de julgamento.
21 novembro 2012
Julgamento do goleiro Bruno é adiado
O julgamento do goleiro Bruno Fernandes foi desmembrado e adiado para 4 de março de 2013, segundo decisão da juíza Marixa Fabiane, anunciada nesta quarta-feira (21), no Fórum de Contagem, em Minas Gerais. O goleiro foi retirado do plenário para ser levado novamente para a penitenciária Nelson Hungria. O júri continua para dois outros réus no processo: Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro.
Inicialmente, a juíza havia anunciado que o novo júri ocorreria em janeiro. Mas ela afirmou, depois, que há dificuldade para conseguir jurados para compor o Conselho de Sentença neste mês, e que fevereiro tem poucos dias, em razão do Carnaval.
O adiamento foi concedido pela juíza a pedido da defesa de Bruno. O advogado Francisco Simim, que defendia o goleiro, apresentou um documento transferindo seus poderes a outro defensor, Lúcio Adolfo. Chamado de substabelecimento sem reserva de poderes, o documento pediu a substituição de Simim por Adolfo, que alegou não conhecer o processo para pedir o adiamento.
O corpo de defesa afirmou logo no início da sessão, por volta de 9h40, que o novo defensor precisa de prazo para ler o texto da ação. "Eu preciso de mais tempo para estudar esse processo", disse Adolfo no plenário.
Na terça-feira (20), o goleiro Bruno já havia tentado adiar o júri, com um pedido de destituição de seus advogados Rui Pimenta e Francisco Simim. A juíza Marixa aceitou o pedido de saída de Pimenta, após o jogador alegar que não se sentia seguro para continuar com ele, e negou o de Simim.
A juíza afirmou que "não obstante haver claras evidências de manobra, por outro lado também é verdade que o documento que foi apresentado a mim foi de substabelecimento", justificando sua decisão.
"Estou acolhendo o pedido da defesa para conceder ao advogado prazo para o conhecimento do processo", disse a magistrada.
20 novembro 2012
No 2º dia, Bruno troca defesa e júri do caso Eliza Samudio fica com 3 réus
O pedido de Bruno resultou na saída da ré Dayanne, ex-mulher do goleiro, do júri popular. Ela responde à ação em liberdade e terá mais tempo para ser defendida por outro advogado, em julgamento com data ainda não marcada, possivelmente junto com Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que também conseguiu o desmembramento do júri. A partir de agora, o júri conta com apenas três réus.
Ao longo do dia, foram ouvidos depoimentos de três pessoas: João Batista, citado no depoimento de Cleiton Gonçalves, ex-motorista de Bruno; Ana Maria Santos, delegada que falou sobre o depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno Fernandes; e Jaílson Alves de Oliveira; detento que disse ter ouvido na cadeia a confissão de Bola sobre a morte de Eliza.
Bruno e os demais réus enfrentam júri popular por cárcere privado e morte da ex-amante do jogador, Eliza Samudio, em crime ocorrido em 2010. A previsão é que o julgamento dure pelo menos duas semanas.
'Cinzas de Eliza às águas'
O detento Jaílson Alves de Oliveira, arrolado pela acusação como testemunha, disse ao júri nesta terça-feira (20), segundo dia de julgamento do caso Eliza Samúdio, que ouviu "várias vezes" Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, dizer que jogou "as cinzas de Eliza às águas". Ele disse ainda que, ao perguntar o que Bola faria se o corpo da vítima fosse encontrado, o réu respondeu "só se os peixes falarem".
juíza durante o depoimento (Foto: Leo Aragão/G1)
Em depoimento prestado à polícia, lido na íntegra durante a sessão, Oliveira diz ter ouvido a confissão de Bola sobre o crime. A testemunha disse ter sido ameaçada por um policial para retirar seu depoimento. "Sei de toda sua família", teria sido a ameaça. O detento afirmou para a juíza que está preso na Penitenciária Nelson Hungria, recolhido na enfermaria por medida de segurança. "Disseram que sou cagueta. Corro risco de vida".
Os réus Bruno Fernandes e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, estão presos na Penitenciária Nelson Hungria em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Bola está no Presídio Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, também na Grande Belo Horizonte.
Jaílson Alves de Oliveira disse que ouviu Bola contar que não jogou a mão de Eliza para os cachorros e que não fez nada na casa dele, e sim em um terreno. Ele afirmou ainda que Bruno teria armado um plano caso fosse condenado, dizendo que estava doente para ser resgatado a caminho do presídio.
A testemunha também afirmou que Cleiton Gonçalves não era motorista de Bruno, embora dirigisse veículos do goleiro. De acordo com a testemunha, Gonçalvesvendia drogas para Macarrão, apontado como chefe do tráfico em Ribeirão das Neves. "Eu já conhecia o Macarrão, o Cleiton e a mãe do Cleiton".
Por duas vezes, Jaílson Alves de Oliveira arrancou risos do plenário. Primeiro, questionado pelo novo advogado de Bruno de por que era representado por um ex-defensor do goleiro, respondeu: "eu sou cliente dele. Você não defende o seu?". Depois, ao explicar o apelido de Miyagi. "É por causa daquele lutador de caratê", disse à magistrada.
19 novembro 2012
Caso Eliza Samudio: Comeca o julgamento dos acusados
Comecou na manhã desta segunda-feira (19), o julgamento de cinco acusados, entre eles o ex-goleiro do Flamengo Bruno, pelo desaparecimento de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte). A falta de um corpo que comprove a morte da vítima deve ser a principal arma a ser empregada pela defesa.
É o que diz Zanone Júnior, advogado de um dos réus, Bola, recém-inocentado de outro crime, acontecido dez anos antes, em 2000. "Ele foi absolvido de um crime em que havia um corpo", disse Zanone Júnior. "Esse agora da Eliza nem corpo tem."
O desaparecimento de Eliza Samudio provavelmente teria entrado para a crônica policial como mais um caso anônimo, sem corpo nem solução, se não tivesse entre os acusados um personagem que imediatamente chamou a atenção do público em todo o Brasil: Bruno de Souza Fernandes, 27 anos, o Bruno, goleiro titular e capitão da equipe principal de futebol do Flamengo do Rio.
Desde que o nome de Bruno emergiu como o principal suspeito pelo sumiço de Eliza, foi desfraldado um enredo –ainda inacabado- repleto de reviravoltas, declarações polêmicas, versões fantasiosas, pistas falsas e até morte que ainda provoca perguntas, por enquanto, sem respostas: Bruno mandou matar Eliza? Onde está o corpo? Eliza pode estar viva?
Com o julgamento, Bruno e quatro réus presenciam versões do caso -e de fatos a ele relacionados- narradas por advogados e testemunhas. Ao cabo de duas semanas, tempo previsto para terminarem os trabalhos de defesa e acusação, sete jurados definem se os cinco réus são culpados ou inocentes. A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, conduz o andamento das coisas.
UOL
28 agosto 2012
POLÍCIA BUSCA RESTOS MORTAIS DE ELIZA SAMUDIO APÓS NOVA DENÚNCIA
As Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros aguardam um mandado de busca e apreensão para entrar no sítio do goleiro Bruno Fernandes, em Esmeraldas, na região metropolitana de BH, e procurar pelos restos mortais de Eliza Samudio. Os policiais estiveram no local após uma nova denúncia anônima, através do telefone 181, no fim da noite de segunda-feira (28).
Na ligação, o denunciante diz que os restos mortais da ex-amante do jogador estão enterrados na entrada do imóvel, entre duas palmeiras. Como não havia mandado expedido pela Justiça, não foi possível realizar buscas no local.
Eliza Samudio foi vista pela última vez no sítio. Segundo testemunhas, ela tentava convencer Bruno a assumir a paternidade. As investigações da polícia concluíram que ela foi mantida em cárcere privado e torturada. Na época da denúncia, o terreno passou por escavações, mas nada foi encontrado.
O advogado da mãe da modelo, José Arteiro, informou que ainda não conversou com a cliente e vai esperar os próximos acontecimentos para se pronunciar.
A provável localização do corpo de Eliza surge em um momento em que a polícia suspeita de uma lista de execução de testemunhas do caso. Na última quarta-feira (22), o primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, que prestou um importante depoimento dando detalhes do crime, foi executado com seis tiros. No domingo (26), o ex-motorista do goleiro sofreu um atentado e desapareceu.
Já a defesa do goleiro, representada pelo advogado Francisco Simim, afirmou que os crimes não têm ligação com o cliente.
— Parece que tem alguém querendo incriminar o Bruno, mas não vão conseguir. Se a polícia está trabalhando, deve ter algum fundamento. Mas isso já aconteceu duas ou três vezes e não deu em nada.
Fonte: R7
Ex-motorista de goleiro Bruno é vitima de uma tentativa de homicídio
O ex-goleiro Bruno, do Flamengo. (Foto Reprodução)O ex-motorista do goleiro Bruno Souza foi vítima de uma tentativa de homicídio na noite do último domingo (26) em um bar localizado no bairro Liberdade, em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte). Segundo a Polícia Civil, Cleiton da Silva Gonçalves foi atingido por pelo menos dois disparos de arma de fogo em um dos ombros. A informação ainda não é precisa pelo fato de a vítima não ter procurado nenhuma unidade hospitalar depois de ter sido baleado.
Ainda conforme informação da polícia, ele está desaparecido, e policiais estão à procura dele. A apuração revelou que dois homens chegaram armados ao local e efetuaram os disparos.
Durante a tentativa de homicídio ao ex-motorista do goleiro, um adolescente foi atingido por um dos disparos em uma das pernas, mas não corre risco de morrer.
Gonçalves foi preso em março deste ano acusado de ter sido o mandante da morte de um homem, em um restaurante localizado às margens da BR-040, em Contagem. Após conseguir um alvará de soltura, ele responde ao processo em liberdade.
A tentativa de homicídio contra Gonçalves ocorreu poucos dias depois do assassinato de Sérgio Rosa Salles, primo do goleiro que foi morto com seis tiros no último dia 22 no bairro Minaslândia, região norte de Belo Horizonte.
Segundo a polícia, ele foi perseguido por dois homens em uma moto, sendo que o ocupante da garupa efetuou vários disparos contra ele. O crime ocorreu em uma das ruas do bairro, quando Salles saía para o trabalho.
CARTA DE PRIMO COMPROMETE GOLEIRO BRUNO
Assassinado na última quarta-feira, Sérgio Rosa Sales,
primo do ex-goleiro Bruno, escreveu uma carta na qual
reforçava a versão dada à polícia de que o ex-jogador de
futebol estava envolvido na morte de Eliza Samúdio.
Ele ainda afirmava que sofreu ameaças de advogados
para mudar seu depoimento - o que acabou por fazer. O
texto foi escrito quatro dias após a reconstituição do
crime gravada em 10 de julho de 2010.
A namorada de Sérgio diz ao programa que ele chorava
por causa da morte de Eliza. "Ele tinha um fardo para
carregar. Quando a gente saía, assim, as pessoas
olhavam muito para ele, sabe? Criticavam ele muito", diz.
O delegado que investiga o caso, Wagner Pinto, diz que o
primo de Bruno nunca pediu proteção. Sérgio aguardava
julgamento em liberdade quando foi morto a tiros.
22 agosto 2012
Primo do goleiro Bruno é assassinado em BH
O primo do goleiro Bruno Fernandes, Sérgio Rosa Sales, de 25 anos, foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira (22), no bairro Minaslândia, na região norte de BH.
Segundo a Polícia Militar, ele foi morto na porta de casa onde mora com a família, na rua Aracitaba, com cinco tiros. Testemunhas contaram que os suspeitos fugiram em um carro e ainda não foram identificados. A PM montou um cerco na região e procura pelos criminosos.
Sales iria a júri popular com os outros suspeitos do sumiço e morte da modelo Eliza Samudio. Ele respondia por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.
O primo do ex-atleta do Flamengo foi uma testemunha importante nas investigações da Polícia Civil. Em seu depoimento, o jovem deu detalhes de como Eliza foi morta. Por medo de retaliações, ele foi separado dos outros acusados e detido no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão Neves, na região metropolitana BH. Sales ficou preso por 399 dias e foi solto em agosto de 2011.
09 julho 2012
Ex-goleiro Bruno e Macarrão tinham caso homosexual, diz defesa

Bruno e Macarrão estão presos há dois anos, acusados de envolvimento no sequestro, cárcere privado e assassinato de Eliza, que tinha um filho com o ex-jogador do Flamengo.
Na carta, Bruno diz ao amigo que, depois de conversar com os advogados, eles chegaram à conclusão de que "a melhor forma para resolvermos isso é usando o plano B". De acordo com a Veja, o plano A seria negar o crime e o B, Macarrão assumir a culpa para livrar o goleiro da prisão.
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"Naturalmente, pela masculinidade dele, um gladiador, eu entendo que o relacionamento entre eles existia. Eu levo a carta para esse lado, ele queria terminar essa relação", disse Pimenta. Ele afirmou também que esse é um "claro caso de amor".
O advogado lembra de outro trecho da reportagem, no qual mensagens de texto escritas por Eliza revelam a existência de um vídeo que arrasaria a reputação de Bruno. Ela, Macarrão e Bruno participariam de orgia no vídeo. Além disso, Macarrão tem uma tatuagem nas costas que diz: "Bruno e Maka, a amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro".
O advogado disse que vai se encontrar com Bruno hoje na penitenciária para saber se ele realmente escreveu a carta. "Eu respiro nesta carta um relacionamento bem íntimo entre os dois e a revista errou ao dar interpretação diversa", disse.
O documento já está em poder das autoridades. A acusação vai pedir que o texto seja anexado ao processo como prova do envolvimento de ambos no crime. Bruno, o primo dele, Sérgio Rosa Sales, e o amigo Macarrão foram pronunciados por homicídio, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.
O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é acusado de ser o executor de Eliza. A defesa primeiramente negou a morte, agora passou a forçar a tese de culpar Macarrão.
08 julho 2012
Para acusação, carta desmascara o goleiro Bruno
Os advogados de acusação estão cidosde que a defesa do goleiro Bruno montou uma estratégia para tentar inocentar o ex-jogador, contando com a colaboração de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, para assumir toda a culpa pelo sequestro, tortura e morte da jovem Eliza Samudio. Em entrevista ao site de VEJA, o advogado José Arteiro Cavalcante de Lima, que atua junto ao Ministério Público de Minas Gerais no processo, afirmou à tarde que pretende anexar ao processo uma cópia da carta escrita por Bruno, endereçada ao amigo, falando do “plano B” e pedindo desculpas por ter que agir dessa maneira. O documento foi revelada pela edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado.
Bruno está preso desde julho de 2011, aguardando julgamento. Para arteiro, a carta comprova a tese que a polícia e o Ministério Público haviam formulado ainda no início do processo: a de que em algum momento do processo a defesa dos envolvidos no sumiço de Eliza tentaria tirar de Bruno a responsabilidade pelo crime, usando para isso até uma possível confissão de Macarrão. Desta forma, Bruno estaria livre para voltar a atuar no futebol e, como sempre fez, sustentar as famílias dos envolvidos e arcar com os custos de defesa.
Esse movimento, para Arteiro, demonstra um desespero da defesa. “Primeiro eles optaram por negar que havia um crime e orientaram os acusados a se manterem em silêncio. À medida que as provas foram surgindo e mais testemunhas apareceram, entre eles um menor, primo de Bruno, que contribuiu com as investigações, eles mudaram de tática”, disse.
Arteiro considera que uma parte dessa estratégia passa pela insinuação, pelos próprios envolvidos, de que Macarrão nutriria por Bruno um sentimento homossexual. Dessa forma, estaria criada uma motivação passional para que o amigo resolvesse, de forma voluntária, o problema do jogador – Eliza cobrava o reconhecimento de paternidade e, como mostra a reportagem de VEJA, estaria também ameaçando divulgar um vídeo constrangedor para Bruno e Macarrão.
As declarações sobre o possível amor de Macarrão por Bruno começaram a surgir em março, logo após o advogado Rui Pimenta Caldas assumir a defesa do jogador. Pimenta confirmou a VEJA que houve uma mudança de direção na tática de defesa. “Falei com ele: não adianta ficar negando que essa jovem morreu. Todos têm culpa nesse caso, menos o Bruno, que é inocente, o bobo da corte. O problema dele foi ter o Macarrão como secretário”, disse.
VEJA ABAIXO O INFOGRÁFICO
Um trecho da carta diz o seguinte: “Eu sinceramente nunca pediria isso para você, mas hoje não temos que pensar em nós somente. Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças”, diz o goleiro. “Você me disse que se precisasse você ficaria aqui e que era para eu nunca te abandonar. Então, irmão, chegou a hora”, acrescenta. Em seguida, Bruno pede perdão por três vezes. Macarrão jamais recebeu a mensagem, que foi assinada pelo goleiro. A reportagem de VEJA comprovou a autenticidade da assinatura com dois peritos.
Rui Pimenta, apesar de saber que o documento passou por dois peritos antes de ser tornado público, afirmou, depois da publicação de VEJA, que considera “fantasiosa” a carta. “O texto, a meu ver, tem um tempero homossexual, o que não se encaixa ao perfil do Bruno. Vamos aguardar até eu conversar com ele para saber se ele a escreveu”, disse. Pimenta pretende ir, na segunda-feira, até a penitenciária Nelson Hungria para conversar com o cliente e saber mais sobre o manuscrito.
Após tomar conhecimento das novas provas contra Bruno, reveladas por VEJA, o delegado Edson Moreira, que durante as investigações do caso era o chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Belo Horizonte, disse neste sábado não ter dúvida de que todas as dez pessoas acusadas no inquérito da Polícia Civil estão envolvidas até o pescoço no crime. Moreira vai além, e afirma acreditar que mais envolvidos virão à tona. Entre eles José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, citado na reportagem e que cainha para ser uma figura-chave do caso. Foi Zezé quem apresentou ao grupo o ex-policial Bola, apontado como matador.
“O Zezé é um policial civil. Na época do crime, ele estava na ativa. Foram captados sinais de diversas ligações do celular dele para o celular do Macarrão, inclusive no dia em que Eliza e o filho foram trazidos para Minas. Há ainda ligações dele para o Bola na data que a jovem foi morta. Ele foi ouvido duas vezes na delegacia, uma na condição de testemunha e a outra como suspeito, mas não conseguimos provas ligando ele a morte da jovem”, afirmou Moreira. Segundo ele, Zezé trabalhava no 2º Distrito Policial do Bairro Floramar, na Região Norte de BH.
Medo – A mãe de Eliza Samudio, a sitiante Sônia de Fátima Moura, falou neste sábado a respeito das novas provas sobre a ação do grupo de Bruno contra a jovem. Sônia afirma que nunca acompanhou de perto a vida íntima da filha. “Eu tentei levantar informações sobre o que havia acontecido com a minha filha com as duas amigas com quem ela dividia o apartamento em São Paulo, mas elas desapareceram. Mudaram de casa e trocaram o número dos telefones, certamente apavoradas, com medo de também serem assassinadas, pois poderiam saber de algo que incomodasse os acusados”. Sônia também disse que soube da história de que Macarrão e Bola estiveram em São Paulo atrás de sua filha, para matá-la, mas não conseguiram encontrá-la.
Fonte: Revista Veja
Fonte: Revista Veja
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