“Todos os anos mais secos da série histórica ocorreram na última década”, afirmou Carlos Souza, coordenador do MapBiomas. “O intervalo entre 2013 e 2021 foi o período crítico.” Entre todos, o pior ano foi o de 2016, quando a superfície de água doce no País chegou ao ponto mínimo de 16,3 milhões de hectares. Para efeito de comparação, 1991 foi o melhor com 19,8 milhões de hectares. Em 2022, o alívio.
O crescimento da superfície foi de 10% na média dos meses, o que elevou a superfície total de água doce a 18,2 milhões de hectares. O bom desempenho não chegou perto do ano de 1991, mas deixou o País em uma situação melhor do que a registrada em 2021 — com 16,5 milhões de hectares — e nos nove anos anteriores.
A segunda boa notícia é que mesmo com as flutuações, o Brasil manteve sua posição perante o mundo participando com 6% da superfície e com 12% do volume de água doce do planeta. Isso nos dá um imenso poder na geopolítica mundial.
(Nota publicada na edição 1313 da Revista Dinheiro)