O promotor Eliardo Cabral, que acompanha o Caso Fernanda Lages juntamente com o promotor Ubiraci Rocha, revelou pela primeira vez, desde o início das investigações, os nomes que podem ter alguma relação com o caso.
Outra tentativa no sentido de minar as investigações do MP relatada por Eliardo trata-se de um intermediário que disse a uma pessoa próxima ao promotor que "o Marcelo vai triturar ele". De acordo com este relato, esta pessoa insinuou que o deputado pagaria um preço ao promotor para depois utilizar-se disso para "triturá-lo". Mas Cabral alega não temer estas tentativas. "Você acha que se eu tivesse rabo preso, alguma coisa para me comprometer, eu iria entrar num negócio desse, nesse fogo cruzado? Quem me conhece já disse pra ele que é melhor nem tentar, porque já houve tentativas nesse sentido em casos anteriores e não deu certo", diz.
Segundo o promotor, não há evidências de que Marcelo Castro tenha alguma participação no crime, mas ele pode ser atingido caso alguém ligado a ele esteja envolvido. "Não vejo nada que possa ligar ele à prática do crime, mas se isso terminar atingindo alguém próximo a ele, um abraço; a carreira política já foi", diz Eliardo Cabral. A investigação não precisa nem terminar para gerar prejuízos ao peemedebista, na visão do promotor. Para ele, Marcelo Castro já tomou atitudes que podem prejudicá-lo politicamente, em declarações para a imprensa local após o nome de sua família ter sido relacionado ao caso.
A reportagem do PortalODIA.com tentou entrar em contato com o deputado Marcelo Castro, mas até às 20h50 deste domingo (23) não conseguiu encontrá-lo em nenhum de seus telefones. Dário Castro, seu assessor de imprensa, declarou que "não tem o menor cabimento uma informação dessa; o deputado Marcelo Castro jamais iria interferir em uma investigação, independente de quem estivesse envolvido".